ATENTADOS

Operação: Onde estão os porcos?

FICHA TÉCNICA

São tempos de medo, de silêncios e de cerceamento de liberdade. Existe um lugar onde algo terrível aconteceu. Existem oito versões para esta história ou oito histórias para esta versão. Verdade ou não, uma coisa só importa: pessoas continuam pagando diariamente pelos crimes de outros. Muitas vezes por motivos políticos, culturais, religiosos, morais ou simplesmente sádicos. De quem é a culpa quando violam teus direitos? De quem é a culpa quando teus valores entram em choque com a sociedade? De quem é a culpa quando abusam daqueles mais fracos e incapazes de revidar?

O espetáculo-jogo, livremente inspirado na obra “Attempts on Her Life”, do dramaturgo inglês Martin Crimp, e no famoso jogo de tabuleiro "Scotland Yard", propõe um diálogo entre o teatro brechtiano, a performance, a dança contemporânea. Ele apresenta um jogo de detetive narrado por oito vozes que invocam narrativas marcadas por uma grande ausência. Em cada história, uma nova justificativa para um crime: uma religião, uma guerra, um gênero, uma etnia, uma identidade, uma sexualidade, um sonho e uma vingança. Assim, a dramaturgia se dá como uma costura de fatos, pistas, depoimentos, relatos e hipóteses contraditórias que, durante noventa minutos, os espectadores se tornam testemunhas de um atentado e são conduzidos diante um espaço com linhas desenhadas pelo chão. Um depósito. Um estacionamento. Um armazém velho. Um não-lugar. Um contive para descobrir o responsável por um possível atentado.

Os atores e as atrizes assumem mestres de jogo atuando em cenas marcadas por partituras físicas, jogando, operando a iluminação constituída por pedestais e refletores manuais, e fazendo a contrarregragem. Enquanto isso, o espectador percorre o espaço atrás de suas evidências para que no final, escolha um culpado para o desfecho da história. Sendo assim, cada narrativa se torna um estilhaço pulverizado de hipóteses contraditórias o público é convidado a investigar e a solucionar este crime. Onde estão os porcos que continuam sujando nosso caminho? Onde estão os porcos abatidos pela fome? Onde estão os porcos que escondemos em cativeiros debaixo da lama preta?

Montagem Coletiva

Coletivo de Artes Galegos&Frangalhos

Laboratório-Escola de Arte Popular

 

Direção Artística: Bruno Flores Prandini.

Direção Coreográfica: Felipe Davi.

Suspeitos: Ana Eberhardt, Felipe Davi, Fernanda Roggia, Dimas Sehn (Manatit), Mirlaine Brasil, Paula Silveira, Richard de Andrade e Vinicius Lima.

Guias: Bruno dos Santos, Esther Alessandra, Luana da Silva e Max Leidemer.

Operador de Som: Bruno Flores Prandini.

Figurinos dos Suspeitos: Fabrízio Rodrigues.

Figurinos dos Guias: Max Leidemer.

Confecção dos Baús: Carlos Alberto Pires.

Customização dos Baús: Felipe Davi e Max Leidemer.

Pistas e Painel de Investigação: Bruno Flores Prandini, Felipe Davi, Luana da Silva e Max Leidemer.

Software de Pistas: Kétlin Aristimunha e Péterson Cardoso.

Fotografia: Marília Dias

Design Gráfico: Mirlaine Brasil.

Redes Sociais: Max Leidemer.

Apoio: Art&Dança e Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Canoas.

Agradecimentos: 9º FESTIA, Colégio Marechal Rondon, EMEF Prof. Thiago Würth, Grupo TIA, Jezebel De Carli, Luciana Tondo, Pedro Herencio de Freitas, Rosângela Cardoso, Samuel Vier e Yuri Niederauer.

 

A pesquisa deste espetáculo começou no componente curricular Prática de Encenação Teatral do 7o semestre do curso de Graduação em Teatro: Licenciatura da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul – UERGS.

ZULEKA

e o Tesouro do Pirata Careca

Zuleka e o Tesouro do Pirata Careca” é baseada nos clássicos de aventura marinha: “Robinson Crusoé”, de Daniel Defoe; “Viagem ao Centro da Terra”e “20.000 Léguas Submarinas”, de Júlio Verne; “A Ilha do Tesouro”, de Robert Stevenson; e “Moby Dick”, de Herman Melvile. Uma menina, muitos livros. Um mapa, muitos caminhos. Serão memórias ou sonhos? Imaginação ou realidade? Com indicação livre, o espetáculo se caracteriza pela essência do teatro de rua, da palhaçaria, da contação de histórias, das brincadeiras infantis, dos desenhos animados e do imaginário popular.

Esta é uma história contada para os lados de lá d’além muro, numa terra muito, mas muito distante. Tão longe que nem no mapa fica. Uma terra mágica e encantada onde os sonhos viram realidade e os amores impossíveis ganham finais felizes! É nessa terra que mora a Menina Zuleka, moça sapeca e sua avó Zenilda. Ela é uma garotinha muito especial que adora brincar de pega-pega, esconde-esconde e de ler histórias sobre o mar. Mas coisas diferentes acontecem com ela, pois sempre que vai ler algum livro, as letrinhas começam a se embaralhar, a dançar ou a se esconder, dificultando sua leitura. Zuleka tem dislexia!

Certo dia, a menina Zuleka acaba brigando com sua avó e fugindo de casa, pois ambas não entendem o porquê das letras escaparem de seus olhos e, ao atravessar para as Terras D’Além Muro acaba encontrando o Vampiro Vandomiro. Um vilão esperto que está em busca de alguém para decifrar o mapa do tesouro do Pirata Careca. Zuleka aceita o desafio de encontrar o tesouro e provar para si mesma que consegue superar suas dificuldades. Nessa viagem em sua busca pelo tesouro, ela conhecerá o grande Capitão Feijão, uma marinheiro pra lá do atrapalhado que perdeu seu navio, o grande Estrela da Tarde. Juntos eles vão viver uma aventura cheia de surpresas inesperadas em pleno alto-mar e aprender que a dificuldade que Zuleka tem com a leitura se chama dislexia e que existe alguns truques para vencer!

“Zuleka e o Tesouro do Pirata Careca” fala sobre infância, sobre dislexia – dificuldade de leitura cada vez mais presente em muitas crianças – sobre o valor da família e dos amigos e o peso de uma promessa. No fim dessa aventura a pergunta permanece: Até quando o mar? Tudo será fruto da cabeça dela ou de fato, Zuleka realmente desbravou os sete mares? Para as crianças, esse é um verdadeiro tesouro de conto de fadas e aventuras fantásticas, na qual cada uma é convidada para viajar em alto-mar e acompanhar as fantasiosas confusões dos personagens. Já para os adultos, fica a provocação do riso, da memória e do inviolável e secreto espírito jovem que habita em cada um de nós.

Este espetáculo estreou em fevereiro de 2018 e já apresentou na 10ª MostraRua de Teatro de Rua de Canoas, na festa de aniversário da Cambada de Teatro em Ação Direta Levanta Favela, na 21º Feira do Livro de Esteio, na Linha da Leitura e na 34ª Feira do Livro de Canoas, em escolas e praças da Região Metropolitana e praias de Santa Catarina e fez uma temporada na Casa de Cultura Mário Quintana na sala Carlos Carvalho em 2018.

FICHA TÉCNICA

Montagem Coletiva

Coletivo de Artes Galegos&Frangalhos

Laboratório-Escola de Arte Popular

 

Direção Artística: Bruno Flores Prandini.

Elenco: Fernanda Roggia, Luana da Silva, Paula Silveira e Vinícius Lima.

Operador de Som: Bruno Flores Prandini.

Figurinos: Max Leidemer.

Elementos Cenográficos: O Coletivo

Texto e dramaturgia: O Coletivo

Fotografia: João Pedro Lima.

Arte Gráfica: Luana da Silva

Redes Sociais: Max Leidemer.

Agradecimentos: Felipe Davi, Gustiele Fistarol, Sesc Canoas, Wesley dos Santos.